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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Só um pouco mais de corda...

Caso encontre algum termo desconhecido, recomendo a utilização do meu Glossário BDSM, que está dividido em 2 partes (vide links a seguir): Parte 1 e Parte 2.

Se você é mais detalhista, deve ter percebido que surgiu um novo botão na coluna aqui ao lado ------------------------------------->
Como todos sabem, a situação tá braba e escrever textos gasta um bom tempo (alguns podem levar mais de uma semana!) Então, se você gosta do blog (e acha que eu mereço), pode fazer uma doação e me ajudar a continuar postando e trazendo conteúdo de qualidade.

Como todos sabem, uma das minhas paixões são as cordas e suspensões são meio que "o topo". Tudo aquilo que se aprende no solo é meramente uma preparação quando se trata de suspensão. Geralmente, as modelos são baixinhas, magrinhas e ultra flexíveis, resultando naquelas fotos espetaculares que mais parecem um contorcionismo aéreo. 

Infelizmente, o BDSM brasileiro é um meio, ironicamente, extremamente preconceituoso e mimizento (no mundo todo, na verdade, mas aqui é gritante). Esse grande preconceito acontece também quando se trata de suspensões com pessoas acima do peso e sempre rolaram olhares de espanto nas dezenas de suspensões que eu fiz em diversos eventos aqui no RJ, ao verem uma bottom gordinha sendo suspensa.


Primeira Suspensão

                  



Há algum tempo eu descobri no FetLife este texto magnífico, escrito há uns 5 anos atrás pela dolly2the4th vinha planejando traduzi-lo pra todo mundo ter a chance de ler e tomar aquele belo tapa de realidade na cara. Com um pouquinho de boa vontade e conhecimento suficiente, nada é impossível. Este texto vai emocionar vocês. Eu garanto.



Todas as fotos do post são minhas. Para ver as fotos da autora, clique no link ao final do texto para o post original.

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"Só um pouco mais de corda...


Foi o que Barak falou. Só um pouco mais de corda. Eu sabia que era possível, ou... provável. Não tinha tanta certeza. Mas eu queria tentar...

Entenda, eu sou uma garota grande. BBW. Era uma garota grande desde que tinha 6 anos. Isso são 32 anos sendo grande. Porra, isso não ia mudar tão cedo. Ainda não vai. Vários anos atrás, 6 anos agora (engraçado, 6 e 32 ficam surgindo nas coisas), eu decidi viver como eu queria viver. Fazer as coisas que queria experimentar. Fazer as coisas que eu tinha medo de experimentar. Aprender e conhecer pessoas e ir a lugares e ver o que aconteceria. Eu ficava tão entocada até então, bem, não completamente, mas eu ainda era bastante ingênua. Cometia alguns erros e me escondia no padrão casa escola e repeti por anos. Anos! Quando outros amigos estavam saindo, eu estava me escondendo. Mas não mais, foda-se tudo! Eu era uma garota grande e continuaria sendo uma garota grande e estava cansada de me esconder.

Então, isso deu início à minha exploração de pornografia e BDSM e todas as áreas pretas/brancas/cinzas no meio disso. Eu descobri que gostava de ser fotografada - nua mais que vestida. Eu tenho centenas agora. Eu descobri que gostava de sexo. Era DIVERTIDO (bem, a maior parte). Então eu descobri o BDSM... Eu gosto da dor e do prazer que ela causa. Eu gosto da capacidade de ceder o controle a alguém, mesmo que seja só um pouco. Eu gosto de poder explorar. Então, nesta jornada, eu aprendi que estou mudando constantemente. Minhas ideias sobre coisas que eu NUNCA faria agora são interesses meus, que explorarei em algum momento.

Em algum lugar/momento neste último ano e meio em que estou na comunidade de Columbus, eu quis ser suspensa. Cada foto que eu via, eu queria mais. Eu via pessoas voando em vários eventos. Sempre olhei com "invejinha". Nenhuma delas era grande como eu. Estas pequenas garotas, embora bonitas, podiam ser penduradas sem esforço por qualquer um a qualquer momento. E de novo, e de novo. Era bonito ver sua alegria. Mas eu queria. Eu queria aquilo. Então eu observava e desejava.

Muitos de vocês sabem, eu não peço cenas, pelo menos normalmente. Eu não vou implorar por cenas. Eu espero, observo e tenho esperança. "Me escolhe! ME ESCOLHE!" Mas isso sai da minha boca? Não, só fica ecoando na minha cabeça. Eu vejo os outros conseguirem o que eu quero e eu fico sentada e sorrindo. Não me entenda mal, eu não desejo o mal para eles nem invejo o prazer e alegria deles ou qualquer coisa que eles façam. Eu só quero sentir isso também. Então... de volta à questão da suspensão...

No começo deste ano, não posso precisar quando, eu me decidi. Eu queria ser suspensa como presente de aniversário, que seria em Junho. Todo mundo sempre me perguntava o que eu queria e eu nunca tinha nada em mente. Mas ooooooooooh, eu queria isso! Então, em maio, eu pedi. O que eu normalmente não faço. A resposta era um sim ou um não. O medo da rejeição era tããããããão grande. Um "não", especificamente dele, teria me destruído. Mas eu consegui meu sim. "Eu já suspendi garotas mais ou menos do seu tamanho. Só precisa de um pouco mais de corda." Então começou o jogo da espera. Quando?

Eu não sou boa em esperar. Isso é um eufemismo. Minha cabeça passa por todos os tipos de loucura quando estou esperando por algo, mas eu não demonstro muito isso. Pelo menos em público. Agora, pros meus amigos, desculpem, pessoal! Então, quando eu pensei que não fosse acontecer quando eu pensei que deveria acontecer, a loucura ficou mais louca ainda. Hoje, quando penso nisso, não era a hora certa. Ninguém estava com a cabeça no lugar certo, ou os planetas não estavam alinhados, ou qualquer outra coisa. Não era a hora certa. Sábado era a hora certa...

Agora meus pensamentos não serão muito lineares. Algumas coisas estão enevoadas, algumas estão claras como o dia. Mas eu quero te botar dentro da minha cabeça no "durante".

"Você está pronta?" As palavras que eu queria ouvir!!!! Excitação e pânico instantâneos. Era a hora certa! E estava para acontecer! PUTA MERDA! O que eu estava pensando? O suporte vai quebrar e eu vou ficar mortificada e isso e aquilo e isso e aquilo. Corre e pega meu protetor labial (a autora tem herpes labial, daí a preocupação, devido ao estresse). Espera, não tá aqui. Eu não trouxe. De novo. Mas eu vou fazer isso. EU NÃO VOU AMARELAR!

Então meu vestido é tirado. Relativamente nua numa sala com mais de 150 pessoas, eu acho. Não tem nada de novo. Então eles começam. "Então, o que eu estava pensando é que eu faço esse tipo de coisa de corda, e você faz aquela coisa e blablabla". Eu simplesmente não me lembro. As cordas aparecem e eles começam a trabalhar. Mãos em todos os lugares. A corda na minha pele. Os toques. As piadas. Os beijos. Fechando meus olhos e sentindo tudo. Sorriso do Gato de Cheshire (o gato de "Alice no País das Maravilhas"). Então, PÂNICO! O que diabos eu estava pensando? Eu não quero nada além de cordas me segurando. NÃO NÃO NÃO, você NÃO vai fazer isso com você mesma. FAÇA! Minha cabeça pode ser uma grande filha da puta quando ela não cala a boca. Mais cordas e mãos e sensações...

"Senta". Estava chegando a hora. Eu estava sentada enquanto as cordas estavam sendo amarradas nas minhas pernas e passadas pelo arnês. Eu ainda tenho as marcas de beliscões e de queimadura de corda desse dia. Eu ainda estava varrendo o pânico embora. Eu também notei, mas não muito, pessoas se juntando e assistindo. Eu não posso dizer quem ou quantos ou o que quer que estivesse acontecendo na sala. 2 homens aos meus pés (hehe), ambos por quem eu tenho um carinho imenso, usando cordas, suas mãos e conhecimento para fazer isto acontecer. Eu estou tentando com todas as forças não surtar com eles - apenas me tirem dessas cordas. Tentando não chorar. Eu estou assustada e excitada e tudo mais. Mas eu tenho fé neles.

"Consegue ficar em pé?" Então ou isso vai funcionar ou não vai. Obrigado por ser tão reconfortante! ...é hora. Então eu fico em pé... Agarrando as cordas com todas as minhas forças e levanto. Então eu ouço "Inclina pra trás devagar"...

Eu estava no alto.

Agora tantas coisas de uma vez só. Eu não lembro a ordem. Como tudo aconteceu. "Está doendo?" "NÃO!" Eu me lembro de estar maravilhada com o quão pouco isso machucava. "Você está voando, baby!" apenas o tom e a risada na voz do Barak. A risada do Monkey, explodindo como sempre. Respiro fundo e solto as cordas... inclino minha cabeça pra trás e meus braços pros lados... Eu sorrio e as lágrimas começam. Então algo incrível... Eu não sei se é algo que outros sentem, mas eu me senti leve e amor e felicidade explodiram de mim (sim, outras pessoas sentem. Letty fala a mesma coisa sempre). As pessoas estavam comemorando. Mesmo? Pessoas estavam aplaudindo e torcendo por mim? "Ela perdeu o cabaço" - A voz da Sheba por cima das outras vozes. "YAY!!!" A voz da Riesling. Lágrimas apenas escorrendo... Eu estava voando e as pessoas estavam torcendo por mim. Surreal...

Flutuando e voando e apenas sendo... meus olhos estavam fechados a maior parte do tempo. Eu beijei os dois e sussurrei um obrigado. Eu não tenho a menor ideia de quanto tempo eu estive lá em cima. Eu lembro de abrir os olhos e Barak se inclinar "Você é tão bonita..." Isso é uma coisa que eu continuo lembrando. O jeito que ele disse. Era real. Era sincero. Foi dito com amor.

Eu lembro de ter sido empurrada, para balançar pra frente e pra trás. Eu juro que a sensação era de estar em um balanço de varanda. Em algum momento, meu mamilo foi torcido e Monkey estava brincando com meus pés, o que me fez gritar com ele. Eu era um alvo fácil, afinal de contas... HAHAHA Alguém teve a ideia genial de me rodar. Eu tive a ideia idiota de fechar os olhos. Yeah... tonta!!!

Eu não me lembro porque eu disse que já era hora de me descer. Não estava doendo. Talvez porque a emoção de tudo aquilo estava começando a ser demais. Eles me baixaram em um cobertor que veio de algum lugar. E eu fiquei lá deitada por um tempo. As lágrimas não paravam. As mãos estavam sobre mim, removendo as cordas... e beijos... e toques... mais lágrimas. Eu sentei e tentei parar de chorar. Chorei mais forte. Eles dois acharam que tinha algo errado. Não, nada estava errado, tudo estava certo. Era difícil falar com as lágrimas quando eu sussurrei no ouvido do Barak... "Eu tô feliz..."

Tinha acabado, mas não tinha (Letty se sente assim também). A emoção não parava. Eu tinha que descomprimir. Então eu sentei e chorei enquanto Rey fazia carinho no meu braço. Eu não entendo porque eu tive essa reação. Eu ainda não entendo porque eu ainda estou tendo essa reação.

L. e eu fomos embora cedo. Normalmente a gente fica até o final, mas eu não conseguia fazer mais nada. Eu precisava dormir. O sono veio... felizmente os sonhos não. Geralmente, quando eu interajo com Barak eu sonho com ele. Desta vez, se eu sonhei, não me lembro. Eu lembro de acordar várias vezes chorando. Finalmente eu acordei. Saí da cama e abri o laptop para escrever meus agradecimentos (tradução ao final deste texto). Ainda chorando. Então as respostas começaram a vir. Mais lágrimas. Então a resposta do Barak. Eu apenas solucei. Eu não entendo como eu poderia ser aquela pessoa que ele descreveu. Eu apenas não sei. Mas eu toquei o coração das pessoas e elas tocaram o meu.

Já passou quase uma semana agora. O drop veio e foi. Eu conversei com várias pessoas e recebi suas energias e abraços. Eu estou melhor. As lágrimas estão menos frequentes, mas ainda estão aqui. Eu nunca pensei que esta experiência fosse ser tão poderosa. Nunca. Em nenhuma das vezes que eu pensei em ser suspensa. Nunca pensei que fosse significar tanto. Me afetar tanto. Uma das coisas que continuam voltando a mim... Quantas pessoas nunca conseguem experimentar a alegria que eu senti de estar lá em cima? Eu me sinto mal por todos aqueles que não podem ou não vão jamais se sentir daquela maneira. Será que a minha mãe se sentiu tão feliz assim antes de morrer? Eu espero que sim, eu realmente espero que sim.

Eu acho que isso tudo se resume a fazer o que você precisa, pedir o que você precisa, pra ser feliz. Eu sou tão grata por ter feito o que queria e por ter pedido o que queria. Eu sou tão grata por ter as pessoas que tenho na minha vida que me amam e que me ajudam a experimentar o que quer que seja. Eu sou tão grata por ter respondido a um e-mail um ano e meio atrás, quando minha vida estava caindo aos pedaços, que fez tudo isso andar. Eu sou grata.

Mesmo este texto não comporta tudo o que eu sinto. Parte disso não pode ser posto em palavras porque eu não sei quais palavras usar. Isso provavelmente não é tão eloquente quanto poderia ter sido. Oh, bem... essa sou eu.

3 de Janeiro de 2013
Estou atualizando isso um pouquinho. Eu adicionei os links para as pessoas que fizeram isso acontecer (links no texto original). Eu deveria ter feito isso antes, mas a vida estava no caminho. Eu também estou adicionando os nomes das pessoas que curtiram este post até agora. Eu finalmente limpei todas as notificações de e-mail do meu inbox.

Isto ainda traz lágrimas aos meus olhos. Foi uma noite muito especial. Me disseram ao longo destes poucos meses que isto inspirou muitas pessoas a buscarem suas alegrias, pedirem pelo que querem e dado esperança a elas mesmas. Eu nunca quis que esta cena se tornasse este empurrão para as pessoas, mas eu aprecio e amo o fato de ter feito isto por alguém. Também me foi dito  que esta cena tem um lugar especial nos corações das pessoas que estiveram lá e participaram. Algumas delas ficam com os olhos marejados quando contam a história para outras pessoas.

Eu apenas espero que minha experiência tenha trazido alegria para as vidas de outros que se inspiraram a buscar seu próprio caminho e felicidade.

27 de Junho de 2015
Já se passaram quase 3 anos agora desde que a cena neste texto aconteceu. É apropriado que eu agora tenha evidência de que o que eu digo é verdade.

Fotos da minha terceira suspensão - Rigger: PinkMynx auxiliado por _Rae_. Fotógrafo: Barak

Tenha em mente que nestas fotos eu estou pesando mais de 400 libras (+- 180Kg). Então, para todos aqueles que dizem que você é "muito grande" - 


FODAM-SE ELES!"


O post original contém diversas fotos da terceira suspensão dela. Como não tive resposta sobre a autorização para postar as fotos, para evitar exposição da autora, não vou postar as fotos fora do Fetlife. Quem quiser ver para ter a comprovação visual do relato,basta clicar no link.

No grupo do FetLife Adventures in Sexuality (AIS), no dia seguinte aos eventos relatados no texto, a autora criou um tópico de agradecimento. Segue a tradução:

"Noite passada foi um evento maravilhoso. (Ok, hora de fechar as cachoeiras pra poder enxergar e digitar).

EU VOEI! I me sinto maravilhosa! Eu sou uma garota grande, como vocês podem dizer, então meu tipo de corpo não é o que você vê em suspensões. Mas Barak e Monkey fizeram acontecer. Quando a cadeira foi removida e eu me inclinei para trás, eu senti o medo e o deixei ir. Eu soltei as cordas e estiquei meus braços... Alegria. Alegria Suprema. O que eu não esperava eram as comemorações e os aplausos. Me pareceu ser toda a sala. Eu ouvi as vozes dos meus amigos sobre as vozes de todos os outros porque eles sabiam o que isso significava para mim. Eu senti o amor de todos vocês que estavam assistindo.

Então, se você viu minhas lágrimas, não foi uma coisa ruim. Elas eram lágrimas de completa felicidade e amor.

Obrigada pela maravilhosa comunidade que estamos. Obrigada ao Barak, Sheba e todos os outros membros da equipe pelo que fizeram e continuam fazendo. Obrigada a todos que compartilharam comigo. 

Com amor, Dolly."

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Bom... é isso. Seque seus olhos aí (pq ninjas cortadores de cebola estão trabalhando aqui do lado), respira fundo, pensa no que quer e vai atrás. E não esquece de me contar!

Beijos e abraços e até a próxima!



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Wax Play - Brincadeira com Velas

Caso encontre algum termo desconhecido, recomendo a utilização do meu Glossário BDSM, que está dividido em 2 partes (vide links a seguir): Parte 1 e Parte 2.


Este texto é o primeiro de uma série de textos retirados resgatados de um blog de uma grande amiga minha que decidiu deixar o meio há algum tempo. Como muita gente pediu pra que eu voltasse a escrever e muitos dos pedidos foram sobre este tema, depois de uma busca feroz pela internet, consegui reencontrar a pessoa que, graciosamente me deu autorização de roubar transcrever os textos dela e fazer quaisquer alterações necessárias. 
Então, vamos lá?


O que é?


Wax vem do inglês e significa cera. Todas elas. De abelha, de ouvido, de encerar o chão e o carro... e também de velas.
Sendo assim, Wax play é uma brincadeira (ou jogo) de adultos que envolve cera. Neste caso, de velas (não usem nenhuma outra, pelamordedeus!)


Por quê?


Wax play provoca uma gama considerável de sensações, indo de um leve calor à dor extrema semelhante à queimaduras em alguns locais onde a cera caiu, até uma sensação bastante prazerosa, ou, até mesmo "engraçada", na hora de retirar a cera da pele.


Como?


A vela



Antes de mais nada, você vai precisar de uma (ou várias) vela(s).





















Então pode usar qualquer vela?

Não.

Mas tio, já vi gente usando aquelas velas de macumba, de cera de abelha...

Neste caso, são pessoas que, das duas, uma: Ou já conhecem muito bem o bottom e sabem que podem fazer isso sem correr tantos riscos, ou são Tops completamente irresponsáveis.

Velas comuns (comumente chamadas de vela de macumba) são feitas com adição de estearina pra dar mais "corpo" e consistência, mas a estearina é um composto tóxico e pode provocar reações alérgicas bem intensas em algumas pessoas.

Velas de cera de abelha são, quimicamente, seguras, mas seu ponto de fusão, quando não são coloridas, perfumadas ou nada do tipo, já é muito mais alto que as comuns (60°C-65°C). 

Aquelas transparentes decorativas lindonas, pode?

Aí mesmo que não!

Essas velas são feitas de parafina gel (Gel Cristal ou Gelduro) e tem o ponto de fusão entre 95°C e 115°C (pra quem não sabe ou não lembra, água FERVE a 100°C), além de terem uma consistência viscosa e instável, podendo quebrar ou escorregar da mão ou recipiente, e causar um belo acidente. Como se não bastasse, a água "explode" em contato com o gel liquefeito, então o suor, ou qualquer umidade maior na pele pode causar um estrago inesquecível.

Poxa, mas tem uma vela prateada LIIIIIINDA!!! Deixa eu usar essa?

Claro! Vai ficar ótima na mesa do jantar.

Mas vai abrir um buraco na pele do seu bottom. Corantes metálicos aumentam o ponto de fusão das velas em muitos graus. Esses corantes, muitas vezes, são feitos com pó de metais como alumínio e cobre. Acho que já dá pra sacar que é perigoso, né?

Tá bom, então qual vela eu uso?

As velas mais indicadas são as de parafina "pura" ou de cera vegetal.

A vela de parafina pura é mais segura que a comum quanto às alergias e tem um ponto de fusão mais baixo (58°C-62°C).

A vela de cera vegetal é o paraíso pra quem não gosta da sensação da queimadura mas adora sentir a cera escorrer pelo corpo. Tem ponto de fusão entre 50°C e 55°C, menor chance de provocar alergias e, provavelmente pela composição química, fica com cores mais intensas.

Velas de sex shop também podem ser utilizadas, mas com cuidado para reações alérgicas. A temperatura destas velas costuma ser muito baixa, já que boa parte de sua composição é feita de hidratantes. (Se quer saber, é bem sem graça, nem vale a pena).

Velas de parafina pura

Área da cena

A não ser que você tenha um bottom que adore limpar o chão (ou que seja muito obediente) e que vá fazer um trabalho decente após a sessão, a recomendação é que você coloque alguma coisa para forrar tanto o local onde o bottom vai estar, quanto o chão na área em que for usar as velas - porque tirar cera do chão não é pros fracos. Acredite. Quanto mais do alto você joga a cera, mais ela espirra e suja tudo em volta.

Algumas ideias de materiais baratos que você pode usar para proteger o chão/mesa/cama/o que quer que você esteja usando pra apoiar seu bottom:

*cortina plástica de chuveiro
*toalha plástica de mesa
*lençol baratinho, aquele velho, rasgado ou comprado em loja de segunda mão (é o que eu uso aqui em casa)
*plástico preto usado para pintar cômodos
*qualquer tipo de lona (daquelas que a gente usa em acampamentos pra proteger da chuva)

Como usar as velas

Ao usar velas pela primeira vez, recomenda-se que a vela esteja NO MÍNIMO a 50cm de distância do corpo do bottom (a minha bottom tem uma certa dificuldade com velas, sem motivo aparente... no nosso caso, eu começo a sessão com pingos caindo a quase 2 metros de altura, pra aliviar a temperatura da cera ao longo da queda). Com o tempo e com experiência essa distância pode até diminuir, mas siga esta regra no início e garanta a segurança da sessão. Entenda como funciona o corpo do bottom antes de decidir aproximar mais a vela. Também é recomendado começar com pequenas gotas e só depois passar para grandes quantidades, mais líquidas, que dão aquele efeito "escorrido" no corpo.
Pode-se escrever ou desenhar
utilizando os pingos de cera

Pingue a vela em diferentes áreas do corpo, vá testando as sensações e as reações do seu parceiro. Onde parece mais confortável? Onde é insuportável? Onde é gostoso? Crie um mapa do corpo do bottom, de áreas que dão prazer e áreas que dão vontade de nunca mais fazer aquilo na vida... Peça que ele sinalize para que você aprenda a reconhecer os sinais.

Esperar que a cera fique líquida no topo da vela faz a temperatura aumentar e causa um efeito visual mais bonito. Quando a cera líquida acumular, vire a vela e derrame a cera no bottom. 





Para cenas mais intensas, estimule os sentidos dele: vendas, amarras, cordas, tudo pode ajudar a intensificar a sessão. Outra ideia: deixe um copo com gelo e uma colher ou faca dentro e então passe o metal gelado no corpo do bottom antes de jogar a cera quente. Além de aliviar o choque inicial da cera quente, dá uma sensação contrastante deliciosa.Isso também pode ser feito depois de pingar a cera. A sensação de frio e calor, quando alternada, pode gerar reações de prazer se feita corretamente.



Como remover a cera?


A remoção da cera pode ser feita de diversas maneiras:

- Faca/Canivete

Passe uma faca (de preferência, que não esteja afiada), entre o corpo do bottom e a cera sólida. Com movimentos lentos e firmes, vá raspando a cera até sair completamente. A faca pode ser usada para aproveiar o momento e fazer um Sensation play, passando por pontos erógenos e estimulando o bottom.













- Dedos/Unhas
Passe a mão, "arranhando" o bottom, de modo que a cera se solte da pele. Isso também pode gerar estímulos eróticos com um pouco mais ou um pouco menos de intensidade.

- Açoites/Floggers 
Um spanking leve vai jogando a cera longe. Muita diversão pro sádico, muito sofrimento pro coitado que for limpar o ambiente depois... nesse momento você vai me agradecer pela dica de forrar o chão antes.

- O que te der na telha
Basicamente qualquer coisa pode ser usada para remover a cera da pele. Há até quem prefira tirar debaixo do chuveiro (uma ideia que me dá pavor só de pensar na conta do encanador pra desentupir o encanamento depois).


Com óleo ou sem óleo, o colesterol não interfere aqui


Um amigo me falou que passa óleo na bottom dele. Posso pegar óleo de cozinha e passar na minha então?

Só se for pra fazer Pet play de Frango frito.

Esse é o assunto que mais gera polêmica nessa prática. Há os que afirmam que o óleo (em geral, de bebê ou de massagem, sempre sem álcool) ajuda a hidratar e proteger a pele, além de facilitar a remoção da cera depois de seca; outros acham de uma estupidez tremenda passar óleo na pele antes de jogar algo quente. Existem pelo menos três opiniões que você deve considerar antes de formar a sua:

1. Nada de óleo antes da cera derretida
Alguns praticantes argumentam que passar óleo na pele do bottom antes da sessão com velas é receita para fritar o bichinho. Por outro lado, sem o óleo, a cera se prende mais firmemente à pele e aos pelos tornando mais difícil o processo de remoção. 
Apenas tenha em mente que se você causar alguma queimadura na pele sem o óleo, ela pode ser menor, mas será mais profunda.

2. Massagem com óleo antes da prática pode ser maravilhoso
Outros praticantes defendem que uma massagem com óleo antes da sessão pode ser uma forma deliciosa de começar uma cena sensual, relaxar o bottom e garantir que a remoção da cera no final será uma etapa muito mais simples - em especial no caso de peles com muitos pelos. Além disso, o óleo causa uma sensação mais ampla, o calor parece se espalhar por uma área maior.
Da mesma forma, queimaduras podem, superficialmente, parecer cobrir uma área maior, mas serão menos intensas.

3. Massagem sim, mas tire o óleo depois com papel absorvente
Uma forma de ter as duas coisas: a sensualidade pré-cera, um pouco da facilidade na hora da remoção, mas sem o calor ampliado em áreas maiores. Apesar de que esfregar um papel na pele depois de uma massagem relaxante ser meio broxante, isso funciona até certo ponto.

Vale lembrar ainda que o óleo pode acarretar uma reação alérgica em algumas pessoas, mesmo que seja aquele óleo feito para bebês ultra alérgicos que não podem nem mamar sem ter um choque anafilático. Converse, teste com cuidado e avalie bem com o seu bottom o que é melhor para a cena de vocês.


Segurança


Cera quente pode queimar uma pessoa de mais de uma maneira. Pode queimar rapidamente, se estiver muito quente, mas pode também queimar lentamente, quando jogada aos poucos, mas nos mesmos lugares. A cera morna vai se acumulando e se mantendo quente conforme mais cera é jogada por cima (quando se tem um certo tempo de prática, isto pode começar a ser feito, mas pra quem não tem prática, é bom evitar).

As pessoas também são diferentes: cada pele reage de forma diferente ao calor.
Peles mais claras tendem a ser mais sensíveis que peles mais escuras, e cada organismo reage de uma maneira, gerando sensações muito variadas de pessoa pra pessoa. É importante se comunicar o tempo todo e ter uma palavra de segurança (o sistema verde-amarelo-vermelho é uma ótima ideia pra aprender mais sobre o que o outro está sentindo: verde indica "pode continuar"; amarelo indica "ainda aguento, mas preciso de um tempinho até as próximas gotas de cera"; e vermelho significa "pare imediatamente").

A espessura,a textura e a resistência da pele também é diferente em cada pessoa. Algumas pessoas têm a pele mais fina, outros mais macia, uns mais seca, outras mais propensas a inflamações...
Lembre-se sempre que uma temperatura que pareça boa para o braço não significa que vá ser suportável nos mamilos. Nas costas mesmo, por exemplo, pode-se ter sensações diferentes em partes diferentes. Uma área ultrassensível pode estar muito próxima de outra em que a pessoa nem perceberia que estava recebendo pingos de cera quente. E, como em tudo no BDSM, um bom conhecimento da anatomia humana tem grande valor.

Cabe ressaltar que wax play não deve ser feito em áreas lesionadas do corpo, ou seja: fez um spanking? Evite pingar cera na região. Fez uma perfuração de Needle play ou cutting? Não chegue nem perto dali com cera. Capisce?

Tome muito cuidado com o ambiente onde você irá praticar. Não deixe velas perto de cortinas, em chão com carpete ou tapetes, não passe o fogo perto dos cabelos do bottom, nem seja burro de apoiar as velas acesas na cama. Se houver algum produto inflamável por perto, seja safo e tire-o de perto, a menos que você queira praticar "explosão play" e virar o Coiote da ACME. 

Ao começar a praticar as sessões com cera derretida, tome cuidado. Teste sempre na própria pele antes de jogar no seu bottom. É de bom tom que um Top conheça as reações que pode causar no bottom.

Caso você faça alguma besteira brincando com cera quente, pode causar danos moderados com facilidade. Agora, se você fizer algo REALMENTE estúpido, pode causar danos permanentes em alguém. Então vá para a sessão ciente dos riscos, pesquise bastante e mantenha o foco na segurança, sempre.


Aftercare (Cuidados pós-sessão)


Efeito pós-cera. Pele ligeiramente rosada no local.
Se não houve queimaduras graves, nem bolhas, feridas ou escamações, e a pele só ficou rosada, uma massagem com loção hidratante é a melhor sugestão que posso dar. É o jeito mais gostoso de se encerrar uma sessão de wax play. Qualquer loção pode ser usada nesse caso, mas as que têm Aloe Vera e/ou Vitamina E ajudam a pele a se recuperar mais rapidamente. Também pode-se usar aquelas loções pós-sol.

Se a brincadeira foi mais intensa, intencionalmente ou não, se a pele tiver alguma bolha ou ferida, o melhor é procurar ajuda médica para tratar das queimaduras. o site português medipedia.pt dá maiores explicações sobre os tipos de queimaduras e como agir em cada caso:

Em caso de queimaduras pouco profundas e de dimensões reduzidas, o tratamento imediato baseia-se na aplicação de frio e na administração de analgésicos para acalmar a dor e, em seguida, na limpeza e desinfecção da zona danificada, de modo a evitar a sua contaminação e prevenir a infecção.
Em caso de queimaduras profundas, mesmo as de pequenas dimensões e, sobretudo, em áreas delicadas, é necessário uma intervenção profissional que avalie as suas características e decida o tratamento mais apropriado.
  Queimaduras leves: primeiros socorros
• Refrescar a área afetada com compressas frias.
• Retirar qualquer elemento que comprima a área lesionada, como anéis, pulseiras ou relógios.
• Lavar a área afetada com água e sabonete e secá-la com muito cuidado, de modo a evitar fricções.
• Desinfetar a área com antisséptico comum. Não se deve aplicar pomadas, cremes, loções, manteiga ou qualquer remédio caseiro sobre a ferida.
• Caso a queimadura se localize numa área exposta a sujeira ou fricções, deve-se fazer um curativo bem limpo.
Queimaduras extensas: primeiros socorros
Embora todas as queimaduras extensas necessitem de uma intervenção médica de urgência, enquanto se aguarda pela chegada da assistência profissional, deve-se adotar algumas medidas práticas.
• Tirar a roupa que reveste a área afetada com muito cuidado, de preferência cortá-la com tesouras, embora não se deva tentar retirar os pedaços de tecido que se encontrem aderentes à pele ou carbonizados.
• Retirar todos os elementos que comprimam a área afetada, como anéis, pulseiras, relógios, cintos, etc., antes que se produza a inflamação.
• Refrescar a área, irrigando-a com água fria.
• Manter a vítima deitada, de modo a prevenir-se um eventual quadro de choque. 
Em caso de queimaduras graves e extensas, dado o perigo de complicações agudas como o choque, a prioridade inicial passa por vigiar o estado geral da vítima e só depois proceder-se ao tratamento local das lesões.

Sintomas do choque:
- Pele fria, com aparência muito pálida ou acinzentada;
- Pulso fraco e acelerado;
- Respiração lenta ou hiperventilação;
- Pressão baixa;
- Enjôo e/ou vômito;
- Olhos vidrados, pupilas dilatadas;
- Se consciente, a pessoa parece fraca e confusa;
- O choque pode também deixar a pessoa muito agitada e ansiosa.

Então, resumindo: se as queimaduras forem graves, envolvendo feridas, bolhas ou escaras, fique atento para sintomas de choque. Se houver algum, chame uma ambulância ou leve seu bottom ao hospital mais próximo imediatamente.

Só pra encerrar, seguem as definições das extensões de queimaduras.
- Queimadura de primeiro grau: é aquela que atinge a camada superficial da pele, causando uma vermelhidão e uma ardência no local. Normalmente, são causadas por exposição prolongada ao sol, ou contato rápido com alguma chama, ou objeto aquecido.
- Queimadura de segundo grau: caracteriza-se por afetar uma região secundária da pele, entre a derme (superfície exterior da pele) e a epiderme (camada interior da pele), e nota-se o aparecimento de uma ou mais bolhas na área afetada. As bolhas são o resultado de uma espécie de deslocamento da camada entre a derme e a epiderme causada pela mudança drástica de temperatura na região.
- Queimadura de terceiro grau: As queimaduras de terceiro grau caracterizam-se por atingir uma área profunda da pele, podendo incluir até o tecido ósseo, e costuma apresentar uma necrose no local afetado. É o tipo de queimadura mais profundo e mais grave.


É isso aí, galera... 
Boa diversão, boa sessão e até a próxima!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

I'M BACK, BITCHES!

É isso mesmo.
Depois de um loooooooooooongo e tenebroso inverno de uma "quase-morte BDSM-ística" deste que vos fala, tal qual Jon Snow, eu retornei.



Muitas coisas aconteceram, muitas mudaram, muitas continuaram, mil tretas... mas eu sobrevivi.

Nada de conteúdo novo por hoje. Só pra dar um alô e dizer pra todos vcs, pequenos - e grandes - gafanhotos, ficarem ligados, que novos posts virão por aí.

Enquanto nenhum material 100% original sai de minha geleia mental (yo!), vou trazer alguns textos de uma grande amiga que, infelizmente, deixou o meio e me cedeu o material antigo do blog dela.
É ÓBVIO que eu vou complementar com meus pitacos e pontos de vista, então, não fiquem com mimimi e chororô, que o tio Rasputin voltô!




Então é isso, galerinha do mal. Essa semana ainda vem um texto foda sobre Wax Play.
Não sabe o que é?
Dá um gugol aí, ou espera mais algumas horas que vc vai ler tudo que um iniciante precisa saber sobre isso.

Enquanto isso, dá um confere na minha outra página (finalmente oficializei minha venda de acessórios BDSM).
Olhem e comprem que eu to precisando de money!
RASPUTIN ACESSÓRIOS

Abraços e beijos.
Valeu, falou!



terça-feira, 1 de setembro de 2015

Etiqueta

Caso encontre algum termo desconhecido, recomendo a utilização do meu Glossário BDSM, que está dividido em 2 partes (vide links a seguir): Parte 1 e Parte 2.

Esse post é sobre um assunto bastante necessário, mas pouco abordado. Saber se comportar em ambientes públicos faz bem e garante que você não seja encarado como "aquele cara que sempre faz merda".

Etiqueta

-Tenho várias, serve?
- Não, jóvi. Não é essa etiqueta...
- Oxi...

Segundo o dicionário Priberam:
1.       Cerimonial da corte;
2.       Conjunto de formas, práticas ou praxes cerimoniosas em uso na sociedade = PRAGMÁTICA;
3.       Cerimônia;
4.       Regra, estilo, praxe

Um conjunto de regras de comportamento na sociedade pode ser chamado de Etiqueta Social. Assim como em qualquer grupo social, seja em público, entre amigos, no trabalho, na internet ou à mesa, o BDSM também tem seu conjunto de regras e comportamentos que garantem o bom convívio e facilitam a interação de modo educado entre as pessoas.
Como temos vários tipos de ambientes, vou listar os padrões mais comuns de etiqueta em alguns deles.

Munch

Munches são reuniões de praticantes do BDSM, novos e antigos, e também de curiosos sobre o assunto que estão tentando se aproximar da comunidade para aprender mais e, talvez, começar a fazer parte. Estas reuniões costumam acontecer em bares, restaurantes, lanchonetes ou até mesmo parques, e tem uma postura, visual e em grande parte, até mesmo as conversas, seguem um tom baunilha, muitas vezes deixando os assuntos ligados ao BDSM um pouco de lado. Ou seja, é uma reunião de amigos e conhecidos, que têm em comum o gosto pelo BDSM.

Vestimenta:
Qualquer roupa casual que você usaria em um dia normal. Apesar de ser uma postura bastante rara, algumas pessoas costumam indicar que bottoms usem roupas pretas. Muitos munches acontecem em dias de semana, após o horário comercial, dando uma cara de happy hour. Sendo assim, vestimentas fetichistas, apetrechos, coleiras e coisas semelhantes não são muito comuns, a menos que a reunião ocorra em uma área privada. Sendo assim, caso queira usar uma peça fetichista, vá até a área reservada para o encontro e, então, caso julgue adequado, coloque o acessório.
Vale lembrar que, pode ser um ambiente com tom baunilha, quanto mais discretos os acessórios, melhor. Por exemplo, evite uma coleira de sessão e prefira uma social (não sabe a diferença? Clique AQUI)
Alguns munches fornecem etiquetas adesivas ou crachás, onde você pode pôr seu nome (baunilha ou BDSM).


Cumprimentos:
Via de regra, quem chega, cumprimenta os presentes. O bom senso vai dizer se será com um aperto de mão, um abraço ou um beijo no rosto (ou dois, se você morar no RJ), e vai depender da sua intimidade com o outro. Cumprimente e apresente-se ao anfitrião o quanto antes. É ele quem vai lhe indicar o que fazer, onde deve se sentar, vai lhe apresentar aos outros participantes ou vai delegar esta função a um outro participante.
O universo fetichista tem regras sociais um pouco diferentes das do mundo baunilha, então, um simples abraço de um homem em uma mulher, que seria considerado normal em um ambiente baunilha, pode ser problemático entre um Top e uma bottom encoleirada por outro Top (ainda mais quando a coleira está disfarçada de pulseirinha da Hello Kitty).
Sendo assim, é conveniente sempre perguntar antes de um abraço ou um beijo. A pessoa não vai se ofender se você perguntar, mas pode ficar bastante ofendida se não o fizer.

Como falar e se portar:
Munches geralmente têm um tom mais informal, então, em geral, títulos e posições são deixados de lado. Não tente agir como o Senhor Ultra Dominador do Universo ou como o escravo mais ralé de todos. Seja você mesmo.
Evite tocar as pessoas, independente do intuito. Algumas pessoas se incomodam bastante com quem fala encostando (não trate como touch screen quem te trata como viva-voz) e Tops podem – e provavelmente irão – ficar bastante incomodados (ou até mesmo irritados) com um desconhecido encostando em suas posses.

Abordagens:
Evite ao máximo. Munches não são lugares para se arrumar um parceiro. Não fica bonito usá-los com este intuito. Foque-se em fazer amizades e aprender sobre a dinâmica da cena local, eventos, workshops e festas. Uma vez que se conhece a pessoa, aí sim, em outra ocasião você poderá puxar o assunto e começar a propor algo mais. No entanto, munches são opções excelentes para conhecer uma pessoa com quem você conversa e conhece apenas on-line. Não existe uma pressão para cenas ou algo do tipo, então o foco pode ficar apenas em conversar e se conhecer.

Registros:
Você pode perguntar e anotar os nomes das pessoas para adicioná-las no Facebook ou Fetlife (ou algo que o valha), caso elas concordem, mas não tire fotos sob nenhuma circunstância. Nas raríssimas ocasiões em que uma foto possa ser tirada, tenha certeza absoluta de que todos que aparecerão nela expressaram seu consentimento claramente e, via de regra, caso vá postar esta foto, edite-a de forma a tornar irreconhecíveis os presentes. Isso inclui rostos, tatuagens, cicatrizes, marcas de nascença, etc. enfim, qualquer coisa que possa ajudar a descobrir que a professorinha meiga do maternal curte chutar bolas alheias.  Ninguém quer ter sua foto surgindo no trabalho e gerando perguntas desconfortantes, né?

Tenha em mente:
Munches são diferentes uns dos outros. Alguns podem ser muito grandes, outros menores. Vá mais de uma vez em cada um, só assim você saberá se aquele munch é para você ou não. Converse com todos, não apenas um grupo específico ou com alguém que você ache atraente, o objetivo dos munches é, em geral, conhecer pessoas. Tops podem aprender muito com bottoms e pessoas que vivem uma relação apenas no quarto podem aprender muito com quem vive uma relação 24/7 (e vice-versa).

Festas abertas

A festa aberta é um local que, assim como os munches, reúne praticantes e curiosos, mas, diferente dos anteriores, acontece em locais fechados e, pode incluir pessoas de outras vertentes que se diferenciam do “comum”. Ou seja, podem ser encontrados swingers, adeptos de body modification, dependendo da temática da festa podemos encontrar góticos, clubbers, baunilhas que gostam de festas “exóticas”, acompanhantes, enfim, uma gama extremamente variada de frequentadores.
Festa aberta mensal do RJ.
No lado esquerdo, do flyer,
o DressCode 
Sendo assim, a etiqueta nestas festas é bastante reduzida, mas como é uma festa fetichista, alguns pontos principais acabam se mantendo pelo bom senso (infelizmente nem sempre presente) dos participantes.

Vestimenta:
Festas em geral costumam ter um Dress Code (Código de Vestuário) normalmente opcional, que será informado no flyer ou no convite da festa. Normalmente são roupas fetichistas e sensuais como de couro e/ou látex, vinil, zentai, corsets e corselets, lingerie,  burlesco, máscaras, militar, fantasias, gótico e All Black. Festas específicas com temáticas também incluem outros estilos, mas estes são especificados.

Cumprimentos:
Nestas festas é mais incomum o dono ou anfitrião estarem o tempo todo recepcionando as pessoas, sendo assim, caberá a você começar a encontrar seu próprio caminho. A questão do contato ao cumprimentar ainda é válida e, provavelmente, você irá cumprimentar a todos com um aperto de mão.

Como falar e se portar:
Festas abertas ainda são bastante informais, mas já cabem os pronomes, títulos e posições. Mesmo que você conheça alguém pelo nome, é melhor chamar pelo apelido BDSM usado pela pessoa, garantindo a privacidade dela. Fora esta diferença, as regras do munch se aplicam aqui.


Abordagens:
Aqui as abordagens são constantes (até demais em alguns casos), mas se feitas de forma educada e cordial, não serão um problema. Os títulos e pronomes de tratamento adequados ficarão mais fáceis de serem aplicados, já que, boa parte das vezes, bottoms estarão usando coleiras (ainda que sejam da Hello Kitty rs), tendo um Top responsável por eles ou não. É bom questionar este detalhe logo no começo da conversa. Se vir algum bottom quieto num canto, provavelmente estará de castigo ou cumprindo uma tarefa. Não o aborde JAMAIS. Caso seja extremamente importante falar com ele(a), peça permissão ao respectivo Top.

Regra Magna: NUNCA, JAMAIS, POR NADA NESTE MUNDO interrompa ou atrapalhe uma cena, a menos que um incidente esteja ocorrendo no local, pondo em risco os participantes, OU que você tenha capacidade e conhecimento de causa para poder definir se está havendo algum abuso ou algo fora do comum para o BDSM. Neste caso, dirija-se até um dos organizadores da festa ou, caso não tenha como contatá-los, informe sua preocupação para um Top experiente próximo e este decidirá o que fazer.

Mas tio, como eu vou saber quem é um Top experiente?
Paciência, Padawan. Neste caso, e SÓ neste caso, você vai, com muita calma, paciência e educação, sinalizar ao Top da cena que precisa falar com ele, se aproximar de maneira que ele te veja claramente (afinal, não quer ser atingido no olho com a ponta de um chicote, cera quente, sangue, agulhas, nem quer ser incendiado acidentalmente, ou quer?) e com toda a educação do mundo, vai ser breve em informar ao Top a sua preocupação.

Sendo você um Top, aborde a todos com respeito e educação. Provavelmente outros Tops lhe dirão pra não usar o título, apenas o apelido BDSM. Na dúvida, pergunte. Ao abordar bottoms, esteja atento para a existência de coleira (podem estar disfarçadas de pulseiras, tornozeleiras, anéis, etc.). Siga a regra da pergunta lá em cima. Caso haja vontade de ter alguma interação com um bottom encoleirado, a permissão deve ser dada pelo Top responsável.
Sendo você um bottom, deve estar atento à sua abordagem a um Top. A abordagem deve ser respeitosa e educada SEMPRE, tanto durante a apresentação quanto durante todos os momentos subsequentes. Caso o Top tenha um bottom, você deve respeito ao bottom TAMBÉM (lembre-se: antiguidade é posto). Caso o Top esteja conversando com outras pessoas, seja educada com elas também, independente da posição de cada um. Caso queira pedir que o Top faça alguma prática com você, de novo, seja educada, diga exatamente o que deseja.
Ao ser abordado por um Top, mantenha-se calmo, escute o que ele(a) tem para lhe dizer, responda normalmente (preciso dizer que tem que ser com educação?).
Sendo você Top ou bottom, ao abordar com intenção de fazer alguma prática, esteja sempre preparado para ouvir um “Não.”. Agradeça assim mesmo e não insista. Provavelmente os motivos para a negativa serão dados. E mesmo que não sejam, não questione. Ninguém quer uma pessoa pentelhando do lado quando você não está a fim, certo?
Se for destratado ou desrespeitado, dirija-se a um dos organizadores da festa. Eles provavelmente tomarão alguma providência.

Registros:
Vide Munch. Em festas abertas, normalmente existem fotógrafos contratados que poderão tirar fotos suas caso você autorize. Eles são instruídos a editarem as fotos propriamente.
Exceção: Você pode tirar fotos suas, de práticas que esteja fazendo. Para isso, pode pedir a um amigo que tire fotos com sua máquina ou celular. O oposto pode ocorrer, mas tenha sempre o máximo de cuidado para não fotografar terceiros ao fazê-lo. Mesmo que veja alguém fotografando o que quer que seja, não fotografe. Pode ser uma situação semelhante, e você não tem autorização pra isso.
Lembre-se que ninguém precisa saber que o seu chefe é aquele tiozão de cinta-liga de quatro lambendo a sola da bota de alguém.

Ok, dependendo do chefe, dá vontade, mas não faça.

Tenha em mente:
Não fique olhando fixamente embasbacado por algo que possa ver. É falta de educação e sua atitude pode soar arrogante e preconceituosa. Se uma cena não te agrada, por quaisquer motivos, retire-se do ambiente em que está ocorrendo em silêncio e sem chamar a atenção para você. Respeite o fetiche alheio, mesmo que isso signifique ver uma bunda peluda de fio dental ou uma pessoa apanhando com um ralador e com sangue escorrendo pelas pernas.

Play parties (festas fechadas)

Festas fechadas costumam acontecer como eventos de grupos ou clãs e seguem um código de conduta próprio. Você provavelmente só será convidado a participar de uma após um certo tempo no meio e quando pessoas do grupo já te conhecerem e/ou quando você já fizer parte de um.

Vestimenta:
O Dress Code destas festas será informado previamente e será obrigatório. Na dúvida, pergunte aos organizadores e eles lhe ajudarão a escolher a roupa mais adequada pra você.

Cumprimentos:
A esta altura, você já vai conhecer boa parte das pessoas presentes no evento, ou será apresentado em breve. Lembre-se de sempre manter o respeito, independente da posição de cada um.

Como falar e se portar:
Aqui a liturgia já é mais rígida (leia sobre liturgia AQUI), mas a flexibilidade de conhecer boa parte dos participantes alivia a tensão do “Senhor pra cá, Senhora pra lá”. Use o bom senso e, na dúvida, recorra sempre ao organizador ou anfitrião da festa.
Durante cenas, mantenha-se sempre em silêncio e preste atenção no que está acontecendo. Você sempre pode aprender um truque novo.
Caso presencie cenas que lhe desagradem, retire-se em silêncio.
No mais, siga a Regra Magna das festas abertas.

Abordagens:
Da mesma maneira que nas festas abertas, a abordagem deve ser SEEEEEEMPRE muito respeitosa e educada. À esta altura, já vai estar com mais liberdade e intimidade para brincar com os outros, mas faça-o dentro dos limites da liberdade que lhe foi dada.

Registros:
Regras para fotos e vídeos em cenas fechadas serão estipuladas pelos organizadores e você será previamente informado. Na dúvida, siga a etiqueta das festas abertas e tudo correrá bem.

Tenha em mente:
Festas fechadas são “secretas”. O que acontece na play party, fica na play party. Jamais leve algum acompanhante “de penetra”. Ele será barrado na porta e, provavelmente, você também. Na melhor das hipóteses, vai ficar mal falado e vai demorar MUITO pra ser chamado pra outra. Na pior das hipóteses, vai ser banido do grupo.

Dungeons e Clubes fechados

Clubes BDSM são raros no Brasil. Na região sudeste, só conheço o Bar da Gata (São Paulo). Costumam ter sempre um Dungeon Monitor (monitor da masmorra) presente em cada ambiente. Na ausência do dono ou anfitrião da masmorra, o monitor tem a palavra final em quaisquer assuntos. Respeite-o e às suas decisões.

Vestimenta:
Dungeons tem Dress Code próprio que poderá ser visto no site, página ou que você receberá via e-mail, e costumam ter um vestiário, ou seja, você pode chegar vestido normalmente e se trocar lá dentro.
Clubes, por outro lado, são menos apegados à isso, exceto quando forem ocorrer eventos. Neste caso, o Dress Code estará disponibilizado no flyer do evento e/ou no site ou página do clube..

Cumprimentos:
Cabe aqui a regra do munch: quem chega, cumprimenta quem já está lá. No entanto, Dungeons são menos sociais que munches e infinitamente mais litúrgicos. Aqui, a liturgia funciona ao máximo e falhar neste quesito pode gerar problemas.

Como falar e se portar:
O respeito e a liturgia aqui são as palavras-chave para a permanência no local. Siga as regras (que estarão visíveis em um ou mais quadros informativos nas paredes).

Abordagens:
Duas palavras: Liturgia e educação.

Registros:
Completamente proibidos, a menos que esteja sinalizado em contrário. Em salas ou quartos fechados onde você pode fazer suas práticas privativamente, fotos podem, eventualmente ser feitas. Pergunte ao monitor.

Tenha em mente:
Este é um ambiente controlado e toda e qualquer prática está sendo atentamente vigiada de perto por pessoas muito mais experientes que você. Caso seja interrompido por um monitor, pare imediatamente o que estiver fazendo, ouça o que ele tem a dizer, seja educado, e siga as ordens dele mesmo que discorde. Você poderá recorrer ao superior dele em seguida, mas não force para continuar, ou poderá ser expulso e/ou banido do local.
Atente-se à Regra Magna das festas abertas. Neste caso, os responsáveis pelo evento ou o Top responsável são os donos do local e os monitores.

Netiqueta BDSM (etiqueta on-line)

Além da etiqueta presencial, a etiqueta BDSM também está presente no mundo virtual. Isso significa que existem regras e boas maneiras de falar e lidar com pessoas através de um computador ou celular.

Abordagens:
Ao adicionar alguém, mande uma mensagem. Seja educado, se apresente devidamente. Não precisa mandar seu currículo ou escrever uma biografia, mas facilita se já disser de onde vem e pra onde vai . Não precisa ser litúrgico, basta ser educado. Por mais que seja legal ser chamado de Senhor, ler esta palavra a cada começo e término de frase cansa. Não sou sargento do Exército pra ficar lendo/ouvindo “Senhor, sim, Senhor!”. Se a pessoa fizer questão disso, ela vai te dizer rapidamente, não se preocupe. Em geral, evite.
Não atire pra todos os lados. Tenha foco, seja calmo e paciente. Mandar mil mensagens parecidas (ou idênticas) pra várias pessoas é, além de muito deprimente, uma tática completamente falha. O BDSM é pequeno e as pessoas conversam umas com as outras. Os “atiradores cegos com uma metralhadora” ficam famosos rapidamente e viram piada.


Como falar e se portar:
Este item vale quase que integralmente para homens: Por mais que esteja na moda, NÃO MANDE NUDES, a menos que tenha sido requisitado explicitamente a VOCÊ. Não interessa se você tem um pau lindo, maravilhoso, com mil centímetros e grosso feito uma manilha. Lembre-se: Pênis é como religião. É legal ter um, não tem problema em ter um, mas ninguém quer um chato esfregando o dele na sua cara. Sério, é deprimente. 

Não faça fofoca. O que você sabe, guarde para você. Ninguém gosta de um fofoqueiro. E lembre-se que quem fala mal de alguém pra você, fala mal de você pra outros. E, por mais estranho que pareça, este é um meio relativamente pequeno. As notícias correm e um fofoqueiro fica exposto antes da fofoca se espalhar.
Ok, e agora você está pensando "É impossível, todo mundo fofoca." Se for impossível pra você cometer este ato, pelo menos tenha certeza absoluta antes do que está dizendo. Pior que fofoca, só fofoca mentirosa.


Não Compartilhe:
Conversas privadas. Isso é fofoca, falta de ética e muito escroto. Poucas razões existem para uma conversa privada sair do inbox e ir para o mural. Acredite, este motivo que você está pensando não é uma das razões.
...
Esse também não.
...
Idem.
...
Não.
...
Nem esse.
...

Desiste... Seu argumento é inválido. Acredite, eu já cometi este erro. É muito feio. Pra quem é exposto e pra quem expõe.

Textos sem fonte.  Não faça isso. É uma falta de respeito IMENSA com o autor que você está tentando prestigiar divulgando. Se for compartilhar, diga de onde tirou o material. Mesmo que não seja a fonte original. O site de onde você pegou o texto pode ter o link para o original lá. Se achou o texto em algum lugar aleatório e salvou pra usar depois, tirou print sem a autoria por falta de espaço, ou algo do tipo, “Autor desconhecido” melhora MUITO a sua imagem.

Textos com autoria alterada para parecerem seus. Isso é mais feio que bater na mãe. Sério, não faça isso. Mentira tem perna curta e, bom, já falei que o BDSM é um meio pequeno? O autor original VAI ficar sabendo, e será MUITO feio pra você ter um comentário logo abaixo do texto te agradecendo por compartilhar o texto dele(a). Ou te esculachando por roubar o trabalho alheio e falsificar a autoria. 
Escrever um texto bom dá um trabalho imenso, surreal, gigantesco mesmo. Tem tempo de escolha do tema, de pesquisa, de formulação, escrita, edição, correção, revisão, formatação... vir alguém e roubar seu trabalho só pra tentar parecer inteligente, culto, estudioso ou só pra conseguir comer alguém é muito ruim. Dá uma raiva maior que o texto. Sério, não faça isso. Sua mãe sentiria vergonha de você.

Fotos de outras pessoas. Isso se encaixa nos itens de registros láááá das etiquetas de lugares. Antes de postar a foto de alguém, se coloque no lugar da pessoa, e imagine a senhora vossa mãe ligando o PC um belo dia e vendo a filhinha princesinha dela sendo coberta de cera quente numa festa cheia de gente estranha. Ou pior, seu pai, machista e grosseirão vendo o filhinho querido com um consolo maior que minha perna enterrado até o talo lá onde o sol não bate, o olho que nada vê. Ou ver seu bebê, inocente e puro, anjo de candura, descendo o chicote ou sambando no saco de um cara. Não ia ser legal, né? Não exponha os outros. Um deles pode ser você.


Concluindo: Não seja um babaca. Seja educado, respeite os outros e não exponha ninguém. Fazendo isso, estaremos facilitando bastante o nosso convívio uns com os outros.
Até a próxima!